Dicas para aumentar a venda no natal.

Dicas para vender mais ingredientes no Natal.

Os itens complementares são comprados sem planejamento na data. Veja como não perder vendas para os concorrentes

 

 

Nem só de carnes especiais, espumantes e panetones é feito o Natal. Junto com as categorias sazonais, muitas outras também têm maior procura no final do ano, uma vez que acompanham as ceias e os encontros familiares. A lista é extensa: arroz, lentilha, azeite, farofa pronta e ingredientes para farofa, maionese, creme de leite, chocolate em pó, enlatados, temperos e até bebidas e frutas secas menos lembradas no período. Esses produtos, que muitas vezes são esquecidos e até ignorados, também precisam de tratamento especial para reforçar as vendas.Vale ainda lembrar produtos de limpeza, como odorizadores para deixar a casa cheirosa. Ou produtos de beleza para deixar a dona de casa mais bonita.

 

 

O que também não pode ser esquecido é monitorar os itens que têm a demanda elevada no período. "O giro precisa ser observado constantemente. Reforçar a quantidade de itens na gôndola e reduzir os dias de estoque para reposição são ações básicas para evitar problemas", lembra a especialista Alessandra Lima, da Mind Shopper, empresa que gera soluções para o ponto de venda. Segundo ela, não é preciso aumentar o número de frentes ou criar ilhas, já que esses espaços são muito concorridos entre os itens puramente sazonais. "No lugar disso, devem ser usados pequenos reforços, como clip strips", sugere. Veja como acertar na receita:

 

 

Vodca

 

 
A vodca é cada vez mais consumida com outras bebidas, principalmente entre os mais jovens. Sinalizações perguntando "como você vai receber seus amigos?" ou ainda "o que você vai levar na festa da família?" podem instigar o shopper e se converter em vendas. A sugestão é de Rafael D'Andrea, sócio da ToolboxTM. Para ele, na época do Natal tudo o que for sugerido como solução para uma demanda do shopper, nem sempre lembrada, será bem-vinda. É possível, inclusive, colocar perto dessas bebidas receitas de drinks e coquetéis, o que também costuma estimular a compra de outros produtos. Se optar por uma lousa ou placa, pode-se sugerir ao cliente que fotografe a receita com o celular.

 

 

Blogs

 

 
Na época do Natal, o consumidor fica especialmente atento a sugestões e hoje em dia confia de maneira especial em blogueiros de culinária e de beleza, entre outros, para buscar novas soluções de pratos e presentes. Segundo D'Andrea, convém ficar atento ao que esse pessoal está propondo ao brasileiro para alinhar mix, serviços e atendimento.

 

 

 

Redes sociais

 

 
Aproveitar ideias do exterior, já testadas com sucesso, também pode ser uma maneira de inovar, segundo Rafael D'Andrea. A rede americana Trader Joe's, por exemplo, tem uma estratégia para postagem de mensagens em cada uma das redes sociais: Twitter, Pinterest, Instagram e LinkedIn. A empresa escolhe imagem e texto mais apropriados para cada veículo, define horários específicos de disparo e estimula a interatividade com o shopper. Um dos estímulos é propor "desafios" ao cliente, como publicar a receita favorita com uma hashtag própria. A melhor receita ganha um prêmio ou um desconto sobre determinado produto. As redes também são usadas para sugerir consumo de itens relacionados às datas sazonais.

 

 

Whatsapp

 

 
O sócio da ToolboxTM recomenda para o WhatsApp, campanhas promocionais específicas. Uma ideia é entrar com um item – azeite, bacalhau, espumante – numa promoção relâmpago (até às 20 horas, por exemplo) e criar um código promocional, disponibilizando-o nas redes sociais. Os shoppers precisariam informar esse código no caixa do supermercado para obter o desconto e espalhariam a promoção pelo Whatsapp para informar aos amigos e parentes. Eles seriam favorecidos pelo preço baixo e se divertiriam, enquanto a loja transformaria a audiência nas redes sociais em mais visitas ao supermercado e mais vendas do item escolhido.

 

 

 

+ Whatsapp
 

 

Enviar mensagens-lembretes para os clientes também é uma boa alternativa para estimular a compra de ingredientes e até de produtos impensáveis. Exemplos: Estamos com uma seleção de temperos especiais para as carnes natalinas; Conheça nossa linha de odorizadores de ambiente para deixar a casa cheirosinha no Natal; Temos snacks para você receber as visitas nas festas de fim de ano.

 

 

Instagram
 

 

Fotos também podem gerar procura por produtos. Tente postar a foto de um suculento peru recheado ao lado de pinhões, azeitona, cebola, tomate, ramo de alecrim. Ou a foto de um prato decorado de farofa tendo ao lado toucinho, cenoura, banana. Baseie-se em receitas para pensar nos ingredientes.

 

 

Placas e cartazetes
 

 

Esse recurso é antigo, mas substitui muito bem todo o artefato tecnológico, sobretudo porque é empregado na loja, onde a compra se realiza. Com mensagem mais dirigida, os resultados tendem a ser melhores. Tente frases como: Já comprou as passas e castanhas para aquele bolo especial?; Lentilha, uva e romã dão sorte! Sobremesa de Natal sem chocolate não dá!

 

 

Refil automático
 

 

A rede de farmácias Wallgreens, também dos EUA, trabalha com um aplicativo que, instalado nos celulares, permite ao consumidor escanear a embalagem e enviar automaticamente um pedido de "refil automático" daquele medicamento. Adaptada aos supermercados, a solução poderia permitir ao shopper usar os códigos de barras dos produtos para montar rapidamente uma nova lista de compras, enviar ao supermercado e só passar no local depois para retirar.

 

 

Vendas casadas
 

 

No Natal não se pode ignorar essa técnica. A especialista Alessandra Lima, da Mind Shopper, empresa que gera soluções para o ponto de venda, explica que é possível expor ingredientes como cereja em calda, frutas em conserva e vinhos para 'tempero' em ponta de gôndola próxima das carnes congeladas.

 

 

Sensores
 

 

Outra ideia trazida por Rafael D'Andrea é inspirada na rede americana Target. Ela está testando em 50 de suas lojas a tecnologia dos "beacons" – sensores que percebem a presença do shopper no supermercado e permitem enviar a seu smartphone notificações de promoção e sugestões de compras. O shopper instala o aplicativo da empresa para, ao entrar na loja, receber um pedido de autorização de mensagens. E a Target já afirmou que trabalhará a solução com cautela, para não cansar os shoppers com excesso de notificações.

 

 

Fonte: Supermercado Moderno

Setor Atacadista Brasileiro tem aumento

Faturamento do setor atacadista avançou 0,44% em setembro.

O atacado brasileiro apresentou leve melhora em setembro, mas não o suficiente para tirar o setor do vermelho no acumulado do ano.

 

Segundo pesquisa mensal da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), houve aumento de 0,44% no faturamento em setembro na comparação com o mesmo mês de 2014.

 

Na comparação com o mês anterior, o crescimento foi de 4,35%. No ano, ainda há retração de 1,83% na comparação com o período de janeiro a setembro de 2014.

 

A Abad avaliou, em nota, que o resultado mensal positivo é fruto de uma base de comparação fraca, já que no segundo semestre de 2014 a economia começava a apresentar sintomas de desaceleração.

 

Já os valores deflacionados indicaram forte recuo (8,27%) do faturamento em setembro em relação ao mesmo mês de 2014. No acumulado do ano, a queda foi de 9,59% na comparação com o período de janeiro a setembro de 2014.

 

Na nota distribuída à imprensa, o presidente da Abad, José do Egito, afirmou esperar alguma melhora de cenário com a chegada das festas de fim de ano.

 

Fonte: Revista Exame / Economia

Matéria Bloqueio - blog

Quem é o líder por trás dos bloqueios das estradas do Brasil?

Por trás da manifestação de caminhoneiros que começou nesta segunda-feira, 9, em 15 Estados brasileiros está um catarinense de 44 anos, nascido na cidade de Palmitos, e que passou os últimos 16 anos em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

Ivar Luiz Schmidt é o líder do Comando Nacional do Transporte (CNT), que desafiou as principais centrais sindicais da categoria e conseguiu paralisar parte das estradas nacionais.

 

Por meio das mídias sociais, ele criou uma rede de comunicação de Norte a Sul do Brasil. Inicialmente foram montados três grupos no aplicativo WhatsApp com 300 pessoas, sendo que cada uma delas criou as próprias ramificações. Schmidt participa de apenas 64 desses grupos para não se sobrecarregar.

 

Além do aplicativo, o Facebook tem sido alimentado simultaneamente aos eventos. Ontem vários vídeos e depoimentos foram postados no decorrer do dia com as conquistas do grupo.

 

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o líder do CNT diz que, a princípio, não há interesse em negociar com o governo federal e que o principal objetivo é derrubar a presidente Dilma Rousseff.

 

"Entregamos uma pauta para o governo em 4 de março e, em oito meses, o que foi atendido é irrelevante. Por causa disso, e do clima em que se encontra o país, com inflação elevada e aumentos consecutivos dos combustíveis e da energia elétrica, achamos por bem pedir a renúncia da presidente. Não acreditamos mais que ela seja capaz de conduzir o país para fora do abismo no qual se encontra", disse.

 

Entre as reivindicações feitas pelos caminhoneiros no início do ano, estão a manutenção do preço do diesel e a prorrogação por 12 meses do pagamento das dívidas para compra de veículos.

 

No acordo firmado com os sindicalistas, o governo aceitou a prorrogação, mas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não teria dado o aval, afirmou um sindicalista.

 

Sem partido

 

Schmidt, que nega qualquer filiação partidária, afirma que as paralisações devem aumentar nos próximos dias. Ele diz que não é do interesse do grupo provocar escassez ou elevação dos preços de produtos no país, mas sim pressionar o governo e fazer com que o povo acorde - mas, em gravações que circulam pelo WhatsApp, caminhoneiros afirmam que vão "tacar fogo nos caminhões se não cumprirem a paralisação".

 

"Queremos que o povo vá para a rua e nos apoie, protestem e não fiquem só nas redes sociais reclamando do governo. Se isso não ocorrer, ficará provado que o povo está gostando desse governo", avalia. Sobre os movimentos Brasil Livre e Vem pra Rua, ele destaca que a única coisa em comum é a pauta.

 

O líder do CNT se diz um "empresário falido", sufocado pela enorme carga tributária que recai sobre as empresas. Hoje, ele afirma que é autônomo e só tem um caminhão.

 

Na internet, no seu perfil no Linkedin, ele declara que é sócio da Roda Brasil Transportes. Segundo Schmidt, as adesões ao movimento não incluem apenas autônomos, mas também grandes empresários do setor.

 

Mas ele não conta com o apoio das centrais sindicais, como a União Nacional dos Caminhoneiros, Associação Brasileira dos Caminhoneiros e União Brasil Caminhoneiro - essa última teve grande participação nas paralisações do início do ano, ao lado do próprio Schmidt. "Eu imagino que eles estejam sendo muito pressionados pelo governo", destacou o novo líder dos caminhoneiros.

 

Entre alguns sindicalistas, o movimento de Schmidt é chamado de "anômimo" e que faz barulho pelas redes sociais.

 

Fonte: Exame