5 dicas para pequenos varejos - NRF 2016

5 Dicas Para O Pequeno Varejo Competir No Mercado.

Nesta matéria veremos alguns importantes insights, voltados exclusivamente ao pequeno varejista, e que foram refletidos por João Kepler, enquanto visitava o NRF*, maior evento de varejo do mundo.

 

*Aqui um vídeo para você entender sobre o evento:

 

 
Veja essas 5 importantes dicas:

 

1.) Encontre um nicho

 

Um pequeno varejista nunca vai conseguir competir com os grandes em preço e em distribuição. Aliás, nem deve se esforçar para essa disputa. Encontrar uma especialidade e ser o melhor naquele segmento na sua região, se possível o único. Esse é o segredo.

 

2.) Tenha um plano em mente

 

Fazer um plano de negócio não só para planejar o futuro e definir metas, mas pensar estrategicamente para identificar parceiros, canais, barreiras, design, produtos, serviços, precificação, estoque, atendimento, entre outros pontos importantes para uma loja. É durante este tempo que o lojista vai identificar os recursos que precisara para ajudar a chegar mais próximo do que imagina para o seu negócio.

 

3.) Use a tecnologia a seu favor

 

Não é a tecnologia que importa, mas a forma que usa a tecnologia. O que só estava disponível para as grandes empresas, agora está cada vez mais disponíveis e acessível para as pequenas empresas. São sistemas, soluções nas nuvens, aplicativos para todos os tipos de negócio, que vão desde a solução dos check-outs, passando pela gestão de preços, da venda perdida, até controle de acesso nas lojas. A tecnologia hoje é tão importante quanto os produtos que você vende.

 

4.) Use canais digitais para competir com os grandes:

 

Quando se trata de sites de mídia social como o Twitter, Facebook ou Instagram, as pequenas empresas podem concorrer com os grandes varejistas. Nessas plataformas onde autenticidade e personalidade são fundamentais para se conectar com os clientes, os pequenos varejistas têm vantagens, pois as grandes não fazem marketing digital de forma especifica e direcionada. Mas não basta contratar o sobrinho para fazer a mídia social, é preciso foco nisso e dedicação. Esta é a sua oportunidade de fazer com seus clientes propaguem boas histórias e notícias sobre a sua loja para converter em vendas.

 

5.) Seja mobile e tenha presença virtual

 

Seus clientes vão olhar primeiro para o celular, então a sua loja tem que ter um site responsivo, um aplicativo, ou se fazer presente em apps de terceiros para estar também presente à mão e ao alcance do seu cliente ou de quem procura um serviço ou produto que você venda. Além disso, certifique-se de que você está aparecendo no Google e no Google Maps para que as pessoas da região que estão procurando empresas como a sua poderá encontrá-lo facilmente.

 

Se você quiser crescer o seu negócio, as ferramentas estão à sua disposição e esse é o momento certo, a escolha, no entanto, é somente sua.

 

Na NRF's Retail Big Show 2016, realizada agora em Nova York agora (17 a 20 de janeiro), os pequenos varejistas presenciaram diversos serviços e soluções com o objetivo de ajudar o pequeno negócio na competição e sobrevivência no mercado.

 

Fonte: Falando de Varejo

Nova fase do consumidor 2016.

Novo comportamento do consumidor em 2016.

A recessão na economia brasileira levou consumidores a um novo comportamento em 2016. Se em 2015 o controle de despesas consistiu em reduzir compras e buscar promoções, neste ano, a substituição de marcas e produtos ganha força. Esse movimento, no entanto, não chega a categorias de produtos de alto valor agregado. Isso porque consumidores ainda tentam preservar ‘pequenos luxos’, na visão de analistas de mercado.

 

 

Adriano Araújo, diretor da Dunnhumby, diz que há um movimento de racionalização do consumo que atinge todas as classes sociais, mas a compra de alguns itens de alto valor agregado se mantém nas classes A, B e C. “De modo geral, os consumidores cortam gastos com produtos básicos para manter pequenos luxos. O brasileiro compra o detergente mais barato, troca a marca do biscoito, mas não abre mão da cerveja premium, do iogurte grego, do carro importado”.

 

 

A Dunnhumby monitora o comportamento de 22 milhões de consumidores que frequentam redes do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Raia Drogasil e Marisa, entre outras. De acordo com a pesquisa mais recente da consultoria, 38% dos consumidores já substituem produtos de limpeza por marcas mais baratas; 30% fazem o mesmo com itens de higiene e perfumaria. Nas categorias de molhos e condimentos e massas, 29% dos brasileiros trocam as marcas preferidas por produtos mais baratos. Em farinhas e grãos, o índice é de 28%.

 

Já em categorias de produtos de alto valor agregado, como sucos e alimentos integrais, linguiças e cervejas, as vendas ainda crescem dois dígitos e a substituição de marcas é muito pequena. No caso de cervejas, segundo a Dunnhumby, o índice de substituição é de 19%. “Os produtos premium e as embalagens maiores se mantêm como tendências de consumo para 2016”, diz Araújo.

 

David Fiss, diretor da Kantar Worldpanel, considera que os brasileiros fazem atualmente uma “racionalização premium”, economizando em itens considerados commodities para ainda manter o consumo de produtos nos quais vê benefício. “Com a recessão, o brasileiro não está comprando necessariamente o que é barato”, diz o analista. Ele cita como exemplo a substituição da carne bovina por embutidos. “Linguiça não é uma categoria de produto barato, mas o consumidor vê mais vantagem em consumi-la em relação à carne bovina que encareceu muito”, diz.

 

Fiss acrescenta que esse comportamento já é observado entre consumidores da classe C e das faixas de alta renda. Maximiliano Bovaresco, sócio-diretor da consultoria Sonne, diz que as classes de alta renda reduziram principalmente o consumo de serviços, como viagens internacionais e jantares em restaurantes.

 

Ao contrário dos fabricantes de linha branca, que a pedido do varejo, tem ampliado a oferta de produto básicos, algumas empresas fazem o movimento inverso. Um exemplo é a Le Lis Blanc, rede varejista pertencente à Restoque. A empresa anunciou no fim de dezembro que vai centrar foco nas lojas de alto consumo e em clientes que chegam a gastar R$ 100 mil em roupas da marca por ano.

 

 

Fonte: ESPM - Núcleo de Estudos do Varejo.